sábado, 22 de outubro de 2011

Poema - Síncopa da Inspiração

Síncopa da Inspiração*

eu poderia escrever o falso aimant
eu poderia escrever o falso amasser
eu poderia escrever sobre o amor
do amante do amante que amou
juntando os trocados que sonhou
para chegar ao abajur de uma lâmpada.
Amassado o papel amarelo-amor.
Estanca.

eu pretendia escrever sobre luzes
eu pretendia escrever sobre cafés
eu pretendia escrever sobre o tempo perdido
da tentativa existencial do progresso
que perdeu o tino nas luzes. Breton,
não-razão na civilização que estampa.
O inconsciente papel da razão.
Estanca.

eu queria juntar Lévi-Strauss, Bastide,
Monbeig ao samba de roda do Bexiga,
onde lá cantarolavam "jêtémi",
“sutiein”, baton, "monamú" às moreninhas.
Serge se apaixonaria pelo bico
da bela cabrocha, filha de francês
com senegalesa, falando baixinho:
- "saravá bien", com sotaque nordestino
Tempos sincopados que ainda sobrevivem.
Estanca.

Enquanto não saía a escrita bendita
pedi um cru do menú do boteco,
era vinho gran fino da perifa,
cozida seria ideia sem objeto...
fui, antes, apertado, ao toilette,
olhei de canto e restava o bidé
parei, pensei, pensei, e ali...Mallarmé!
era rap! Duchamp na ponta do pé!

Licença Creative Commons
Síncopa da Inspiração de Leonardo La Selva é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
Based on a work at descompassando.blogspot.com.

Dexplicitação: O poema foi escrito sob a temática: "O que há de francês em São Paulo?"
*síncopa: é a estratégia compositiva na música de se quebrar uma reguliaridade rítmica por meio da acentuação em notas semifortes ou fracas

O aluno deve ter como princípios básicos as seguintes concepções de estudo:

1) As notas que antecedem e seguem a nota sincopada devem ser tocadas mais curtas do que está escrito e cerca de três vezes mais leve que a nota sincopada ou enfatizada.

2) A nota sincopada deve ser tocada próxima do seu valor completo e receber três vezes mais volume do que a nota precedida e a seguinte.

3) A nota sincopada não deve ser tocada displicentemente, de maneira rude e inacabada. Quando tiver uma colcheia, deve-sa tomar cuidado ao tocá-la, para que ela não seja atacada de forma tão árdua, no lugar de ser enfatizada.

No início, o aluno deve praticar bem devagar, dando especial atenção nos volumes relativos a cada nota, concentrando-se nos resultados até que se torne um hábito acentuá-las corretamente e sustentá-las no exato valor de cada nota escrita.

Gostaria de encerrar nosso assunto por aqui, mas não posso deixar de orientar o estudante sobre o muito que ele tem que estudar a respeito, para realmente tocar em bom estilo.*

extraído do site: http://www.projetomusical.com.br/destaques/index.php?pg=des20 (agátêtêpêdoispontobarrabarradábliudábliuponto - pois vem agora a parte que decora (ninguém?) - projétomusica[u] (sem abrir o jé)ponto(pontotenso)com(ousem-além-acém-hámil)ponto(denovodiscurso)bêrê(bêrê,nenêm:bêéli,mamãe?bêéèéê,garçon!)barra(?)(sériesderealismocorporalemental)destaques(destacou?-se)index(vostrum)ponto(chuta pedra)pêagápê(?pêagápê!)?(!!!!)(?)(!!!!)pê[h]agingualdes20(numéoito?ex-traísaitemodernité-"faltanaentradadaárea,adivinquemvaibatê ê ê?")


Eu poderia escrever a falsa síncopa.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

É...Norma...

Po(Br)ema da Norma

Deis de que a certeza venha
com certeza e agente
derepente seje menos do que
quizemos ser, então em baixo
do inferno ou encima do céu,
nem Deus,
nem Lúcifer
sabem se é válido
ter certeza com,
a certeza de que seje tudo junto ou separado.
mais, então, o que
seria? o eco do errante ou
com sentimento do errado?

É...Norma...
você anda bem
vista nos salões
marmorizados de parágrafos
e você anda mal
vista nas esquinas
obtusas de sarrafos mal pagos
e que vêem sua anca
posuda, pneumática,
que buzina e ensurdece.

És o grilhão dos tesões.

Debaixo do vestido,
branquela, murcha,
sem sentido,
maracujá de gaveta,
que nem o pior dos estetas
veste a carapuça
e levanta caneta pra te descrever.

Licença Creative Commons
A obra Po(br)ema da Norma de Leo La Selva foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Requiem - Poesia e música

Há um bom tempo não publicava minhas poesias. Isto não significa que não estou produzindo-as mais, pelo contrário. Porém estou guardando-as com muito mais pé-no-chão para publicar. Esta que segue decerto foi muito tocante desde a inspiração à sua pós-produção, revisão (quase que eterna de todos meus escritos), etc. Fiz-la após ouvir a trilha sonora do filme "Requiem para um sonho".

Abaixo tem o vídeo da trilha. Se possível, comece a leitura após 1:56 de vídeo.

Se interessar, assista à última cena do filme também.




Requiem do tarde nascer

(Leonardo La Selva)

Segue no leito de morte,

faz-se a sorte do momento,

o branco, o lamento, a sorte

breve mora do dispêndio


Face a face com a sombra

reluzente faz-se rumo

escuro brilhoso que distoa

do sangue asfalto. Que jugo!


A montanha se desfaz,

escorre atrás dos olhos arco-íris,

beco do tesouro detrás

da sala do trono de Osíris.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Vai passar nesta avenida...


Numa calçada ferida de uma larga avenida hemofílica, onde os automóveis passavam, passavam, passavam acelerando faíscas de combustões, havia um menino. Suas mãos calejadas e secas, a ponto de descascar o passado e o futuro, retratavam seu caminhar. Suas unhas pretas de graxa, curtas como se fossem arrancadas por um alicate da exclusão, revelavam a força vital de um menino-homem que aos 14 anos dispendia-se e quase despedia-se, se não fossem algumas ligeiras pinceladas de alegria fugaz, forçosamente de ser criança.
Ao caminho cotidiano da pressa avistei aquela figura parada quase à sarjeta se não fosse seu caixote de feira com rabiscos que pareciam nomes ou pequenas frases. Minha curiosidade, pé no freio da mesmice, sussurrou ao meu ouvido. Parei à sua frente. Ele não me olhava. No momento em que hesitei colocar meus pés no seu caixote seus olhos buscando esperança me avistaram. Seu olhar tinha força penetrante. Aquela interrogação exclamativa não poderia passar como aquelas faíscas combustivas...por um momento de delírio e força de alienação contínua, fatidicamente perguntei ao garoto se ele tinha boas lembranças da vida. Ele me respondeu que não, de cabeça baixa e movimentando a cabeça de um lado pro outro, apenas na mira do meu sapato. Fiz um sinal imediato com a mão na altura de sua cabeça sinalizando que não me interessava que meus sapatos fossem engraxados. Novamente seu olhar que contava histórias retornou. Em seguida, seus olhos já vazios e secos de imensa vida abandonaram-me. Escreveu algo em seu caixote.
Não titubiei e de prontidão questionei-o se tinha lembranças ruins da vida. Logo mais um soco na minha cegueira urbana. Seu mesmo aceno com a cabeça baixa indicando a negação foi uma faca encarniçando meu peito. Por uma última tentativa de ver naquela calçada, minha ilusão de criança, perguntei-o se tinha sonhos. O garoto olhou para o céu, abaixou a cabeça e combustivamente em seguida apareceu um sapato no seu caixote. A faca que outrora me perfurava, agora era arrancada pelas mãos daquele menino. O sangue inundava a sarjeta, os sonhos, as figurações, o caixote...
Assim...
Da dor se fez silêncio.
Do horror mundano se fez buzina.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O outro lado conquidescoberto





Ele era dislexo, memória fraca, perdia seu passado como migalhas de pão no café da manhã. Entretanto, em alguns espasmos de memória sabia que sua fragilidade poderia se desmoronar, assim como seus castelos de areia construídos numa convicção preguiçosa diária a beira-mar. Não entendia porque aquilo ia e vinha, vinha e ia, trazia novidades, deixava marcas, esperanças, e ainda sim seus castelos, pobres castelos tupiniquins, desmoronavam a luz da mais minguante lua - que dava risada daquela pruma insistência infantil. A preguiça enguiçava sua visão, pormenorizada com olhares indiferentes a tudo que fosse fora beira-mar. Sua indiferença preguiçosa só era deixada de lado quando todas as manhãs após a maré encher, seus olhos marejavam por alguns segundos. Segundos de persuasão impulsiva que batia na porta da consciência. O superego trazia valores nunca vistos e sempre revistos. Mas o não permitir do diferente se materializava no esfregar do rosto, resultado súbito de momentos de insegurança que passavam como um piscar. Ouvia sons ao longe que o incomodavam, mas de certa forma instigava uma busca. Achava folhas de palmeiras ao chão e achava que juntá-las seria sua salvação. Todo dia, colhia algumas, procurava as mais verdinhas para entrelaçá-las firmemente entre os sonhos e a água. Nunca chegava a um tamanho ideal - claro! não sabia do seu sonho, por conseguinte não sonhar também o ajudava a não idealizar.
Certo dia, olhando ao horizonte a beiramar, já cansado do fardo de tentar ser sendo arrastado por outros, jogou-se ao mar, queria sentir na pele o porquê aquilo o desafiava. Queria medir o tamanho do mar, somente... O incentivo eram os pescadores ao longe, nas turvas águas, em cantos canônicos que ecoavam em marolas de conforto dizendo: "Escuta-me, mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei". Não havia tempo para pensar em escutar, mas queria saber sobre tal conto misterioso que vinha daqueles homens a léguas de vidas. Seu sufoco naquele mar de vidas beirando ao desespero de um mero mortal e suas braçadas infindáveis foram acalantadas perante uma imagem que também estava distante, distoava dos pescadores, pois era maior que qualquer onda que já havia passado. Era uma figura materna que se achegava mansamente, assim como o nado de uma tartaruga centenária. Com os braços estentidos para o abraço da segurança vital aquela imagem trazia um passado de gerações, que reconstitua seu pretérito - imperfeitamente. Logo em seguida, esboçou um sorriso, não sabia bem o motivo, tinha medo, temia, ao passo que as águas ficavam revoltas e o sentido de estar no mar se perdia em marolas infindáveis. Um zumbido agudo aos aflitos ouvidos foi o sinal de conexão entre passado, presente e futuro. Não havia mais imagem, seguia apenas um zumbido que aguçava, atordoava e acordava sua história. Uma voz mansa sublimava aquele hiato que acontecia no mar. E este foi o estribilho de sua vida:
- Ó, meu filho...não sabes por que vens, mas vens, não sabes ao certo o que quer, mas quer, sabes do seu tamanho, mas depende de tolas fantasias. O que precisas, na verdade, é chegar do outro lado da ilha. Lado certo, que decerto irá se reencontrar...
O zumbido diminuía. Aquela voz passageira com um poder de arrastar multidões, de tocar os mais brutos e empedrados corações, ecoava em sua cabeça em meio àquela turbulência. Não percebeu que o horizonte mudava para um turvo de realidade e logo avistou o outro lado da ilha.
Um tanto quanto receoso de ver o diferente, queria entregar-se naquele momento, mas percebia que seu destino era ali. Foi despejado do outro lado como se fosse uma entrega de encruzilhada. Desmaiou, engoliu água, delirava com filmes nostálgicos tão presentes e raros, que quando a um sol escaldante virou sua cabeça para a morte, com um olhar pálido esperançoso sublinhava uma natureza triunfante ao fundo e alteros humanos brindavam sua chegada. Negros, índios, brancos, amarelos, mamelucos, pardos, mulatos, sertanejos, um por um o acordavam, deixavam suas oferendas de boas-vindas, energias que resgatavam seu corpo padecido - de suas ignorâncias austeras que trazia como segurança ontológica. De estranhos estrangeiros entregou-se às rachaduras do ser, os estranhos não eram mais estranhos, não eram conhecidos também, eram, na verdade, reconhecidos, ressurgidos de seus espasmos, que por vezes eram renegados e engendrados de sua fraca memória. Aos poucos foi também propriamente se reconhecendo. Aquele menino desengonçado, mimado, que comia só pastel gorduroso sem recheio - a não ser o vento que ele assoprava e virava bafo -, agora tomava postura; reconhecia-se no diferente, um passado presente necessário, contudo, com o ardor de se reconstruir no futuro. Não era mais ilha, como imaginava, mas era insular. Sempre foi insular.
Estes novos espasmos o fizeram relembrar sílabas do seu nome. Ele é território de si e não é nada. Como nação infundada chamam-no frequentemente de "Brasil", mas pode ser "você", "sinhô", "João", "Maria", "Josefa", "Zé", "Antonio", "da Silva"...fique a vontade para reconhecê-lo na diversidade e ajudar a buscar os cacos do espelho e as migalhas de pão daquele que já foi chamado de "João bobão gigante de pés de barro". Ajude-o a construir suas memórias infindáveis a esta terra que luta para se reconhecer e só agora define o seu tragiheroísmo e sublime querer. Lembre-se daquela voz maternal ecoando em seus tempos e egos:


- Ó, meu filho...não sabes por que vens, mas vens, não sabes ao certo o que quer, mas quer, sabes do seu tamanho, mas depende de tolas fantasias. O que precisas, na verdade, é chegar do outro lado da ilha. Lado certo, que decerto irá se reencontrar...


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Olhares ilhados


Chuva em São Paulo durante o verão não me surpreende. Alagamentos em São Paulo durante o verão não me surpreende. Politiqueiros dizendo que a culpa, a mera e sistemática culpa, é de Deus e seu encarregado São Pedro também não me surpreende. O povo votando sem memória antes do verão também não me surpreende. Confesso já que botes andando em vias de automóveis não me surpreende também.

Ao voltar a São Paulo em torno das 19h de ônibus neste dia 23/01 me fez repensar sobre minhas surpresas vitais. Se perdemos o olhar de surpresa se esvai a grande graça da vida. E nesse momento trágico não posso perder este olhar que me acompanha nas entranhas e no sangue da minha crítica.

Se você pensa que neste momento poderia eu ter chegado a um caos niilista, está incorreto. Sentado no banco do ônibus via a curiosidade que as pessoas tinham em ver o alagamento, em ver carros boiando, em sentir o calafrio temeroso de fazer parte da história fétida de São Paulo. Na verdade, creio que todos gostamos de ser contadores de histórias - "Forrest Gump is the king" - criar e recriar nossas fantasias distantes, passadas na tela da televisão. É como a história da AIDS e gravidez: só acontece com o amigo, primo, amigo do amigo, e por outros galhos da nossa árvore genealógica dos obscuros campos de nossas vidas. Mas e sempre há um "mas, contudo, porém, entretanto" na história para contrapor o ponto de segurança e conforto dos nossos umbigos. Conclui que esse voyeur trágico faz parte do ser contemporâneo brasileiro querer fazer parte da História a todo momento. Enxergar a desgraça e viver a desgraça proximamente é participar de momentos que, com certeza, marcam nossas vidas. Somos marcados então pela tragicidade? Não sei. Prefiro não concluir isso. Mas posso auferir que os olhares atuais são mórbidos, trágicos e sangrentos - da vontade carnificínica que tanto Tarantino ironiza em suas obras. Ao passo que a desgraça era vivenciada e sofrida por diversas pessoas, outras ao longe batiam fotos e postavam em suas redes sociais, compartilhando, agora, modernamente, a todo instante, a desgraça alheia, sem ao menos pensar em se aproximar. Se não se aproxima, se ilha. Nossos olhares estão ilhados num "enfim" individualista. A grande tragicidade disso é que um dia a ilha será coberta por essa mesma enchente que assola cidades e cidades pelo mundo. Seremos afogados ou respiraremos nesta situação? Quem nos salvará não é o pulmão, mas nosso olhar. O que nos resta não é "enfim". O que nos espera não deve ser o "enfim".

Finalmente cheguei. Molhado, vivo, pisando na água do esgoto e mesmo com o desgosto de vivenciar olhares ilhados ao meu lado ainda acredito no meu "enfim".

Enfim...que chegue o devido sol.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Filosofia do afeto - Luiz Felipe Pondé

Seja a invocação da dúvida certeira, seja a própria atitude de ser contra ou diferenciado entre o canal comum do pensamento, a questão maior é que Pondé canaliza uma sensibilidade filosófica própria, mesmo afirmando ser contra ela mesma algumas vezes. Não é de se estranhar a veia e o sangue que percorrem suas palavras, a própria imbricação entre corpo e alma, assim como Nietzche descreve sua filosofia. Ser contra um mundo melhor é contestar e radicalizar todas as proposições dadas no senso comum e não-comum sem dissociar a esfera espiritual e material, mas esfarelando o cotidiano com instigantes proposições provocativas, não deixando de passar pela própria afirmação do senso comum materializada pela linguagem. Sendo assim, segue um trecho inicial do livro "Contra um mundo melhor" do filósofo Luiz Felipe Pondé em que ele explica sua filosofia, mesmo na hora que ela parece escapar por entre seus dedos a mente não deixa se esvair e assim as ideias se seguem, prosseguem e agridem, de certa forma, os céticos da realidade concreta que vislumbram seus futuros como pedras, mas não buscam o próprio silêncio desta:

"Sinto-me em casa numa filosofia a que tem uma razão cética e uma sensibilidade trágica. Muita gente me perguntará ao ler estes ensaios: “afinal, por que sou contra um mundo melhor? E por que o ceticismo e a tragédia seriam a minha casa?”. A resposta a essas questões – por que sou contra um mundo melhor e por que o ceticismo e a tragédia são minha casa – se encontra nestes ensaios e fragmentos, de modo impreciso e incerto, e aos pedaços, como dizia acima. Ao longo dos ensaios e dos fragmentos, o leitor perceberá que sou contra um mundo melhor, que sou cético e que carrego uma sensibilidade trágica, independentemente de minha vontade filosófica. E por quê? Porque o que nos humaniza é o fracasso, homens e mulheres muito felizes não são homens e mulheres. Tenho medo de pessoas muito felizes. A consciência trágica, seja ela cósmica, seja miserável, miúda e cotidiana, determina o horizonte onde se move o humano. Dedico essas palavras a todos os nossos fracassos (...)E no futuro, sonhando com a vida silenciosa na forma pura da pedra. Uma pedra que pressente a divindade."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Que venha o ano do 2!

Ano passado foi um ano de mudanças para mim, sai da terra da laranja de 40º para voltar a minha terra cinzenta de pedregulhos que chove canivete se você duvidar, nova experiência profissional, novas e boas amizades, assim como uma boa peça musical, repleta de nuances, cores e sabores diferentes. Creio que mesmo assim essa peça musical foi rascunhada. Tenho bons frutos pra plantar e colher este ano.
Imensamente gostaria de agradecer as mais de 2.500 visitas ao meu blog ao longo de um ano de existência (tudo bem que as minhas visitas devem ter ultrapassado a metade, rs). Todas estas visitas tem um significado especial para mim já que não tenho uma constância de postagens e nem de temas. E o barato é esse mesmo! Não sou únivoco e nem quero ser! Por isso que este ano perpetuamos as trocas culturais que possibilitam novas experiências na nossa vida. O blog é um e se cada um somar com suas ideias seremos 2 (mil ou milhões - sonhar não é demais). Que façamos nossos pares de ideias se perpetuarem mundo afora! Que possamos construir e desconstruir reflexões por meio de debates e boas críticas.
Um ótimo ano a todos e em breve posto alguns poemas e contos que estão "na manga". Só não fique, você, chupando manga e participe com suas ideias!
Fica aqui uma música pra não passar em branco a postagem. Swingão com Ed Motta pra iniciar com alto astral o ano!

beijos e abraços deste infinito sonhador!

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